Archive for the 'Preparação' Category

Só Não Vendo Mamãe

Vendeu os cachorros e assassinou a gramática.

Olá desgarrados leitores deste blog. Perdoem minha ausência, mas é o mal (bem) da chegada da viagem que não nos dá tempo para fazer mais quase nada.

Ainda bem que as coisas estão acontecendo. Na última sexta (28/01/11), fechamos contrato do aluguel com a imobiliária pela manhã e à tarde já veio um casal visitar nosso apto e, ao que tudo indica, vão ficar com ele sim. Além disso, ainda querem comprar os móveis do nosso quarto. Perfeito, não? Bom, nem tanto, porque queríamos muito que comprassem nosso fogão, que é de embutir, mas já disseram que não. Tudo bem, não se pode ter tudo. Quero dizer, vender tudo.

Também conseguimos vender um de nossos carros e apesar de não ter sido exatamente pelo valor que desejávamos, pelo menos foi para um casal parente de uma amiga de minha esposa. Pessoas totalmente do bem que pagaram tudo direitinho, sem enrolada nem dor de cabeça, que era o que eu mais temia nesse negócio chato que é vender carro. Com essa grana quitamos o outro que estava no leasing (um péssimo negócio, por sinal) e vamos vendê-lo até o final da semana que vem (espero).

E por falar em vender, o título desse post também é o nome do site que montei para vendermos nossas coisas:

http://sonaovendomamae.weebly.com

Passei um tempo pesquisando e até perguntei sobre isso (sites de bazar) em alguns dos grupos de imigração. Me indicaram o www.weebly.com e recomendo. Muito fácil e prático de usar. Agora, voltando ao nosso site-bazar, foi a melhor coisa que já fizemos. As pessoas olham os produtos, ficam sabendo dos detalhes (e defeitos) de cada objeto e se tiverem interesse, mandam um email e depois fazem uma transferência pra uma de nossas contas. Bem, ou quase isso, porque sempre tem aqueles que passam muito mais que dois dias (prazo que estipulamos para o pagamento) para pagar e ainda querem que a gente vá entregar o produto mesmo sabendo que no site explica que o (in)feliz comprador deve vir aqui em casa buscá-lo.

Mesmo assim, o site nos dá a tranquilidade de não viver situações como as que já vi relatadas em outros blogs de uma pessoa que vai à sua casa para olhar algo e chega com dez outros estranhos, inclusive crianças, que começam a entrar em seu apartamento e mexer nas coisas. Uma encheção de saco (e falta de educação) sem tamanho.

E o site tem funcionado que é uma beleza. Já conseguimos vender praticamente todas as coisas grandes como móveis e eletrodomésticos. Exceto pelo fogão, que é de embutir. Fora isso, o que sobra é coisa pequena que se não vendermos, vamos doar ou, no caso de várias coisas inox, vamos levar mesmo.

Pois é isso. Se você também está quase na fase de vender as coisas pra ir embora, monte um site que vale a pena. Dá um trabalhão (é um saco fotografar, pesquisar preço de tudo e descrever cada objeto), mas compensa. E se você mora em Fortaleza e não está no processo de imigração para o Canadá… o que você tá fazendo aqui?!! Brincadeirinha. Isso não me importa. Desde que você acesse o site e faça umas comprinhas. 😉

Abração,

Casão

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30 dias

Este é com certeza o post mais curto que já fiz. E combina perfeitamente com o tempo, que também está cada vez mais curto.

Mas vim aqui pra dizer que só faltam 30 dias e como ainda temos muita coisa por fazer, o blog está ficando meio esquecido. Mas assim que puder, vou dar uma atualizada legal.

Tenha fé.

Abração,

Casão

O Terceiro Volume da Air Canada

Acho que todo candidato à imigrante canadense já ouviu falar que a Air Canada libera um terceiro volume caso você comprove que está imigrando. E desde que recebemos o visto, sempre pensamos que íamos levar o mínimo de coisas possível por dois motivos. Primeiro porque se estamos levando pouca coisa significa que conseguimos vender tudo ou quase tudo que queríamos. E segundo porque quanto menos coisas, mais facilidade no embarque, desembarque, táxi, etc.

No entanto, depois de lermos em alguns blogs e conversando com amigos que estão lá, ficamos sabendo que algumas coisas poderiam valer a pena serem levadas. Como, por exemplo, panelas. Isso mesmo, panelas. Segundo dizem, as panelas lá no Canadá não são de muita qualidade. Também acho difícil acreditar nisso, quero dizer, eu sei que deve ter panelas tão boas ou melhores que as nossas, mas dizem que é muito caro. E as de menor preço são muito ruins. Assim, se vamos levar pouca coisa e temos um terceiro volume, porque não levar algumas das panelas e outras coisas de casa que já temos? Até porque não precisaríamos gastar com isso ao chegar lá.

No entanto, para nossa surpresa, quando a Suzi foi ver os detalhes com a Air Canada tivemos uma péssima surpresa. Eles pedem que você mostre o visto de imigrante (ok, checked √). E que você tenha bilhete só de ida (FFFFFUUUUU…). Pois é, como disse no post anterior, compramos nossas passagens de ida e de volta porque o preço ficava menor (vai entender) e graças a isso não teremos direito a terceiro volume coisa nenhuma. Não sei o que teria valido mais a pena: pagar mais caro nas passagens comprando só de ida e ter direito ao volume extra. Ou economizar comprando ida e volta e ter que pagar o excesso pelo volume extra. Independente disso, o fato é que agora tá sem jeito.

Por isso, estou começando a fazer como o Der Doppelgänger da Saga Canadense e vou pesquisar se vale a pena despachar por carga algumas das coisas que queremos levar. Mas desconfio que vai sair muito mais caro que pagar o excesso de um terceiro volume, já que são poucas coisas. Vamos ver.

Mas fica a dica pra quem está prestes a comprar suas passagens: se quiser ter direito ao terceiro volume, sua passagem não pode ser ida-e-volta.

Imigrando e aprendendo.

Uma data e um lugar

Dia 18 de fevereiro de 2011. Pronto, está consumado. Se será um dia bom ou não pra viajar, o fato é que já compramos as passagens para essa data.

Como a Suzi trabalha em companhia aérea há muito tempo, estávamos muito mal (ou bem) acostumados a pagar sempre uma merreca ridícula em passagens (muitas vezes só pagávamos as taxas de embarque). Mas dessa vez, não teve jeito. Tivemos que coçar os bolsos mesmo. Primeiro porque a companhia em que ela trabalha só tem voos domésticos e segundo porque com bilhete de funcionário, se o avião lotar, nós temos que descer pra ceder lugar a quem pagou bilhete normal. E assim se foram R$ 5.400,00 (sem contar ainda a parte do tiquinho) parcelados em 3 vezes, que é pra pancada doer menos, e em dois cartões. E o engraçado é que mesmo sendo uma viagem de mudança, tivemos que comprar passagens de ida e de volta porque se comprássemos só de ida, ia ficar mais caro. Vai entender.

Aliás, aqui cabe uma lembrancinha do que esqueci de fazer. Quando perguntar pra sua agência de viagens quanto custam as passagens, pergunte enfaticamente se todas as taxas já estão inclusas. Porque esqueci de perguntar e quando fui pagar tomei um susto porque o total ficou acima dos “quatro mil e tanto” que o rapaz da agência havia me dito. Se ele realmente esqueceu ou se ele “esqueceu” de me falar sobre as taxas, eu não sei. No dia fiquei p… mas, como queríamos comprar o mais rápido possível e como a diferença de valor não era tão grande, deixei pra lá. Mas fica a dica pra você também não se assustar.

Todos nós sabemos (exceto o Tiquinho) que vai ser uma looonga viagem. O trajeto será:  Fortaleza – São Paulo (é um saco ter que descer pro Sudeste pra depois subir de novo, mas fazer o quê, né?) –  Toronto – Vancouver, onde devemos chegar às 10 da manhã do dia 19. Somando todos os voos, o tempo total deve dar mais de 20 horas no ar.

Coitado do Tiquinho que vai estar esse tempo todinho no porão. Juro a você que se as companhias aéreas já tivessem uma forma de levar animal de estimação dentro do avião, eu estava disposto a pagar por isso. Porque me dá pena só de pensar no que ele vai passar. Eu sei que algumas até transportam, mas pelo tamanho que elas permitem só dá pra levar filhotes ou alguns da raça Yorkshire. Mas, será a única vez que ele vai passar por isso (assim eu espero).

Além das passagens, já conseguimos um lugar temporário pra ficar por 10 dias, enquanto procuramos outro para alugar a longo prazo. A Suzi achou um lugar muito legal, com preço razoável e o melhor: a apenas 4 quarteirões de um casal amigo nosso que já está lá há mais de um ano. Nossos amigos inclusive fizeram a gentileza de ceder um cheque “calção” à proprietária pra garantir a reserva (mais uma vez, brigadão, Gabriel e Clarice!). Por incrível que pareça, o lugar não é pet-friendly, mas como perguntar não ofende, perguntamos e a proprietária além de aceitar o Tiquinho ainda foi gentil em não cobrar nenhuma taxa extra. Sorte né? E olha que ela nem sequer viu a cara de coitado que ele sabe fazer.

Bom, por enquanto é só. Ainda tem muita coisa pra resolver, mas o ritmo deve melhorar quando ficarmos desempregados 🙂 , o que deve acontecer próximo dia 15.

Abração e boa semana a todos.

Casão

Muito por fazer

Falta pouco pra gente viajar (mais ou menos uns 4 meses). Mas o que tá faltando mesmo é uma porrada de coisa pra fazer. Bom, mas antes que adie mais uma vez a publicação desse post, deixa eu dar um update rápido do que temos feito:
• Estamos tendo aulas de conversação em inglês com um professor americano que é excelente. Está sendo bom pra ver como meu inglês está enferrujado. Pena que ele só tenha um dia livre (sábado), mas pelo menos são duas horas seguidas.
• Começamos a procurar no Craiglist lugar pra ficar. Vimos algumas opções interessantes, mas não aprofundamos a busca ainda. O mais difícil é achar um lugar bem localizado, com um preço razoável e pet-friendly. Esse último quesito é o lasca. Se alguém tiver sugestões de sites (além do Craig e do rentbc), inclusive de temporary stay, serão muito bem aceitas.
• Comecamos a montar um blog/bazar pra vender as coisas, mas é tanta coisa que não deu tempo de terminar de fotografar tudo nem de ver o preço de cada item. Ô trabalheira… nan!
• Começamos o processo de colocar o apartamento em nosso nome pra depois alugar. E só porque temos pressa, sempre falta algum documento ou procedimento a ser feito. Pense numa burocracia cara!
Mesmo com tanta coisa por fazer, fico feliz porque um casal que conhecemos num encontro de imigrantes aqui em Fortaleza, o Dilson e a Liana, já estão lá, além de um outro casal de amigos nossos. E ontem fiquei sabendo que o Der Doppelgänger recebeu o visto e que inclusive vai antes de nós (só vamos em fevereiro). Sem falar no César, Valéria e filhas do BC 2010. Então, é bom saber que teremos mais colegas de imigração lá com a gente pra pelo menos diminuir as dificuldades iniciais.
Bom, é isso. Assim que tiver mais novidades, posto aqui.
Abração,
Casão

IELTS “Escutado” e Escrito

Bom, como falei no post anterior, vamos ao restante do IELTS que foi na manhã do sábado (20/10). Pra não cometer o mesmo erro da prova oral, cheguei lá com uns 30 minutos de antecedência, cheio de lápis, canetas e borrachas. Isso mesmo, até borracha eu levei mais de uma. Sei lá, e se uma delas misteriosamente parasse de funcionar? 🙂

Depois de encontrar com os outros candidatos, fiquei sabendo que o número de minha identidade havia sido digitada errada (justo a minha?!). Aí, eu e outro candidato fomos chamados numa sala pela Laura (acho que é esse o nome dela), a mesma americana que fez a prova oral e acredito ser a coordenadora de IELTS na Cultura Inglesa aqui de Fortaleza. Ela nos explicou que em alguns países, a prova é caso de vida-ou-morte, o que gera fraudes e faz com que a comissão seja super rigorosa. Por um momento pensei que não poderia fazer a prova, mas ela disse que ia tomar as providências para que desse tudo certo. Mas é provável que atrase meus resultados (justo eu?!) :-0

Depois, fomos aos poucos sendo chamados para a sala. Acho improvável que alguém faça isso, mas se tem alguém que vai para uma prova dessas se confiando em sentar próximo a um amigo que fale muito bem o inglês, pode esquecer. Sua cadeira já tem seu nome colado nela. Tive sorte, fiquei na primeira fila, bem pertinho do som. Recebemos a ficha. Comecei a preencher de caneta e só depois vi que tinha bem grande lá em cima “ONLY PENCIL”. Pedi outra ficha e fiz direito, à lápis. Aqui fica uma dica que pode parecer estúpida ou banal, mas na tensão da prova até a ficha parece complicada. Então, quando forem treinar em casa, procurem se familiarizar com a folha de respostas, a tal da Answer Sheet (muitos livros oferecem láàá no final uma amostra dela). Porque a forma de preencher é bem diferente do que a gente está acostumado. Nada difícil, simplesmente isso, a gente não está acostumado com o estilo de preencher.

LISTENING
Mesmo tendo feito vários listenings em casa (com o que peguei na internet), achei essa parte difícil. Você precisa ficar atento. Tem gente que acha melhor fechar os olhos para se concentrar na audição, mas acho que o melhor mesmo é ir ouvindo e observando as questões tentando “pinçar” as palavras-chaves. Teve um momento que quase me perco e, por pouco deixava de preencher umas 3 questões. Mesmo assim, consegui preencher todas.

O importante aqui é ter, claro, muita atenção e ir preenchendo enquanto escuta. Quando estava treinando em casa, teve certas vezes que eu ouvia que a resposta estava em certo trecho, mas não conseguia entender exatamente a palavra. Aí, escrevia exatamente como ouvi e continuava respondendo as outras. Daí, no intervalo entre uma seção e outra, voltava e tentava entender pelo contexto que raio de palavra era aquela. Outra coisa que me ajudou foi sublinhar as palavras-chaves e sempre ficar de olho em mais de uma questão. Assim dá pelo menos pra saber quando você perdeu uma resposta e evita de perder a seguinte. Outra coisa, os 10 minutos que a gente tem para transferir as repostas parecem muito tempo né? Mas cuidado, pra mim foi “na risca”. Teve uma menina lá que deixou 2(!) em branco na folha de resposta. Porque assim que acaba o tempo, a examinadora “voa” na sua cadeira quase que gritando “Please, stop writting!!!”, seguido de um sincero “I´m sorry!”.

READING
Segundo ouvi de um candidato que fazia a prova pela terceira vez, o reading foi o mais difícil que ele já havia feito. Realmente, pra mim foi muito difícil. Quando estava estudando, fiz diversos readings e era a parte em que me sentia mais seguro. Até porque é a que você tem mais controle. Está tudo lá, na sua mão, é só procurar e interpretar as respostas. Mas na prova, pra valer, a coisa muda.

O tempo passa rápido e sem piedade. Tinha um texto lá sobre a história das bicicletas que ocupava duas páginas inteiras! A resposta da primeira questão eu só fui achar quando estava nas últimas questões porque ela ficava no último parágrafo. Havia também um texto sobre um albergue para estudantes que foi mais simples mas tinha umas cascas de banana.

O maior problema aqui é, novidade, o tempo. É tudo muito, muito rápido. Mesmo fazendo meus readings em casa com o cronômetro, na prova, parece que cada minuto só tem 40 segundos (rs). Então, concentração total e saia fazendo o skimming e o scanning do texto. São as “técnicas” que muitos livros falam, ou seja, tem que “passar a vista” atrás das respostas. Aqui, funciona também a estratégia de sublinhar as palavras chaves.

Não esqueça: aqui não tem 10 minutos pra passar as respostas para a answer sheet. Mas como você tem que preencher a lápis, o negócio é ir respondendo já nela. E quando terminar de preencher as questões, se tiver tempo, revise uma por uma suas respostas, começando pelas que teve mais dúvida. No meu caso, corrigi umas 3 ou 4 respostas.

WRITING
Pra compensar o reading, achei o writing mais fácil. A primeira questão, a carta, era sobre um amigo que gostaria de importar um produto do nosso país. Aí, tínhamos que sugerir que produto ele deveria importar e porquê. Como era uma carta informal, acho que a linguagem se aproxima mais da que a gente vê em séries e filmes (sem os palavrões, é claro, rs). Assim, fica mais fácil de escrever, porque você quase escreve como fala. Como tinha mais medo da segunda questão, fiz a carta por último.

A segunda questão era para falar sobre os problemas de saúde na vida moderna, e o que poderia ser feito para mudar o quadro. Pra mim foi ainda mais fácil porque é um tema que sempre me incomodou pois é bem o estilo de vida da minha área, publicidade. Só demorei um pouco pra fazer meu esquema, com o assunto de cada parágrafo. Em conseqüência disso, usei mais do que o tempo recomendado para a questão (40 minutos), gastando um pouco o tempo que tinha para escrever a carta. Não consegui contar todas as palavras, mas fiz uma média de quanto tinha em cada linha e multipliquei pelo número de linhas. Acho que tinha as 250 pedidas. No final, ainda sobraram uns minutinhos preciosos em que revisei o texto e também corrigi umas palavras.

A dica aqui é prática: pegue todos os livros e pdfs sobre IELTS que encontrar e saia fazendo as compositions. Sempre cronometrando seu tempo, é claro. Me ajudou também, apesar de ter levado mais tempo do que esperava, fazer o esquema de idéias, definindo mais ou menos o que iria falar na abertura, desenvolvimento e conclusão.
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Enfim, espero conseguir meus 7s para não ter que passar por essa prova novamente. Se fosse um trailler de filme de ação, diria que é eletrizante, com ação do começo ao fim. Você não tempo nem pra ficar em dúvida (rs). Tem que ir respondendo e pronto. Como disse no dia, chega a ser radical porque é adrenalina o tempo todo. Terminei a prova literalmente tonto, sem exagero (a última vez que me senti assim em uma prova foi na faculdade, na cadeira de filosofia). Mas, se tiver que fazer a prova novamente, acho que será mais fácil porque eu já sei o que me espera. Como dica final, sugiro esse post e os links do Daniel, do Cravo e Canela no Canadá. Pra mim, foi essencial (especialmente sobre os podcasts). Tem também esse link aqui com muito material pra estudar.

Bom, é isso. Mais um post miseravelmente longo (rs). Espero que me perdoem por isso e que ele seja útil. Agora com licença que vou praticar o que é mais comum, além do IELTS, a todos que estamos nesse processo de imigração: esperar.

Abraço.
Casão

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Falando em IELTS…

Já fazem alguns dias que fiz a prova, mas decidi escrever sobre ela mesmo com esse atraso. Porque lembro como foi importante no meu processo de preparação poder ler sobre o teste de outras pessoas. Vou falar nesse post sobre o speaking e em seguida faço outro sobre o resto da prova.

O fato é que, depois de alguns meses estudando, realmente posso dizer que dei início ao processo de imigração. Ainda não demos entrada nos papéis, mas finalmente fiz o tal do IELTS. Há muito tempo que não fazia prova nenhuma na minha vida (já se vão aí uns 7 anos desde minha formatura) e confesso que foi “punk”, muuuuito “punk”. Muito mais até do que eu esperava.

Na tarde do dia 19/10, consegui licença da agência onde trabalho para me preparar psicologicamente para o speaking. Nas horas que antecederam a prova, fiquei em casa falando sozinho sobre temas comuns, que poderiam cair na prova. Mas falei demais e acabei perdendo a hora. Resultado, saí feito um louco dirigindo pra chegar no local da prova às 18:45. Ô horário infeliz!!! Todas as ruas, claro, engarrafadas. Teve momentos em que eu dei meus R$ 400 e meus meses de preparação por perdidos. Mas consegui chegar lá 18:35.

Pensei que, por ser um teste britânico numa Cultura Inglesa (aqui em Fortaleza), o horário seria seguido à risca, mas graças a Deus ainda estamos no Brasil. Quando fui para a, digamos assim, ante-sala do teste encontrei o Daniel, que estava calmo pra caramba, enquanto que eu tava tremendo de nervoso. Tinha horas que eu sentia meu queixo querendo “bater o motor”. Daí, pouco depois ele foi chamado (o Daniel, não o meu queixo, rs). E alguns minutos depois fui eu.

Assim que me sentei, ela apertou o botão de um gravador ligado ao microfone que estava na minha frente e falou “This is the beginning of the Speaking test”, ou algo assim. Começou pedindo minha indentidade, depois perguntou meu “full name”. O nervosismo entupiu meus ouvidos e eu quase digo meu telefone pra ela. É que o full name soou FOLLNEIME.

Depois foi mais ou menos o que os livros e professores tinham dito, a primeira pergunta foi sobre o que eu fazia, meu trabalho e tal. Por sorte, essa foi uma das coisas que treinei em casa antes da prova. Mas, em casa, claro, falei bem melhor. Depois perguntou se eu acreditava que ainda iria continuar nessa área por muito tempo.

Outra hora me perguntou sobre qual o time esportivo que eu acreditava ser o mais querido do Brasil(?!). Eu não torço de verdade por time nenhum mas tenho “simpatia” por alguns times. O primeiro que me veio foi o Flamengo. Aí expliquei que era querido devido ao fato do time já ter tido jogadores famosos como Zico e Júnior. Em seguida, ela perguntou se eu achava saudável ter um time para torcer. Eu disse que sim, desde que respeitados os limites, que não concordava com esse pessoal que vai pro estádio achando que vai para um ringue.

Fomos então para a segunda parte, a que eu mais temia, quando recebemos um tema para desenvolver e falar de 1 a 2 minutos. Tive sorte. O tema era: clima. Tive sorte, comparado aos temas que ouvi de outras pessoas. Tinha que falar qual o meu clima preferido, porque era o que eu mais gostava, porque aquele clima me animava, ou algo assim. Mesmo só tendo visto neve no cinema e morando numa cidade com sol o ano inteiro, disse que meu favorito era o inverno. Inventei que já tinha visto neve em outros países e que achava fantástico porque mesmo com todo aquele frio, podíamos esquiar, fazer snowboarding. Aí falei também que a neve trazia um pouco de realização, como se fosse um sonho da infância quando via aqueles filmes e tal. Já deu pra sentir que me enrolei um pouco, mas acho que fui bem mesmo assim. Não sei se falei por 2 minutos, acho que foi menos, mas ela reagiu bem, riu e tudo mais.

A terceira parte do teste também foi sobre clima. Se eu achava se minha família iria reagir bem ao meu clima preferido; o que eu achava de situações climáticas extremas como furacões e alagamentos; e quão importante era ter uma casa preparada para o clima (pelo menos foi isso que deduzi); e, por fim, perguntou porque eu achava que nosso clima estava mudando tanto. Exceto a pergunta da casa, nas outras acho que fui bem. Daí ela falou “That’s the end of the speaking test” e parou a gravação. Já? Caramba! Ou foi muito rápido ou eu que não vi o tempo passar de tão nervoso, mas pareceu bem menos que os 14 ou 15 minutos previstos.

Tenho esperança de tirar meu 7, mas como é muito subjetivo, não dá pra arriscar. Estava consciente de que estava fazendo o teste mais para saber como estava meu inglês do que por me sentir pronto. Além disso, sabia que posso refazer o teste novamente em pouco tempo se não conseguir meus 7s. Mesmo assim, entrei na sala extremamente nervoso. Acho que era mais pelo que a prova representa para o processo do que pela prova em si. Não acredito que era a pessoa mais segura do mundo naquele momento. Na verdade acho que estava escrito “desespero” na minha testa. Por isso, não tive a postura segura que queria demonstrar, o que ficou claro na minha voz. Cometi também alguns erros de vocabulário, como “answering” no lugar de “responding”, e muito provavelmente de gramática também. Mas, acho que consigo meu 7.

Bom, de speaking é isso. Depois coloco um post sobre o resto da prova.

Abraços a todos!

Casão


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Tiquinho

Casal cearense com um filho daschund rumo ao Canadá, em busca de mais segurança, qualidade de vida e esquilos pra perseguir. :D

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