Archive for the 'Pessoal' Category

Fim do meu recorde de 35 anos

Antes de mais nada, devo avisar: esse é um post longo, muito longo. Continue lendo por sua conta e risco. 🙂
Depois de 35 anos no Brasil, na terça-feira da semana passada, dia 5 de outubro de 2010, fui assaltado pela primeira vez. Como dizem todos que já foram vítimas, foi tudo muito rápido. Eu estava distraído num sinal, com os vidros do carro abertos e o indivíduo chegou e ameaçou me dar um tiro, com a mão por baixo da camisa. Se ele estava ou não realmente armado, só a ameaça psicológica de ter minha vida em risco, foi o suficiente para me sentir acuado e, em seguida, roubado. Graças a Deus, não houve nada demais. Tô vivo, sem meu smartphone, mas tô vivo. E isso é o que importa.
Até agora (uma semana depois), ainda fico pensando em tudo que aconteceu. Ficam vindo dezenas de ideias idiotas de como eu poderia ter reagido ou o que poderia ter feito pra evitar o ocorrido. Também fico repensando se ele realmente estava armado e me sinto um idiota. Fico também me sentindo culpado por não estar, como sempre faço, com os vidros fechados. Vejam só, fico me culpando por algo que simplesmente deveria ser meu direito: ter a liberdade de escolher entre dirigir com os vidros abertos ou não. Mas sei que essa reclamação soa como idiotice, já que estamos no Brasil.
Mesmo com tudo que senti – revolta, raiva, sensação de impotência, frustração, culpa e tristeza – não sou do tipo que deseja pegar o assaltante pra dar uma surra e “matar” (aqui colocado como exagero, lógico). Mas depois que senti na pele a experiência de ser assaltado, consigo entender melhor porque algumas vítimas reagem assim e confesso que realmente tive vontade de dar uma surra ou pelo menos uns murros caso encontra-se o infeliz. No entanto, sei que existe uma série de fatores sociais que contribuíram para que ele fizesse o que fez. Além, é claro, do mau caráter do indivíduo.
Infelizmente, também não consigo (ainda) me engajar em nenhum programa social pra tentar mudar essa situação, ficando meramente nas doações e contribuições a entidades beneficentes. E por mais utópico que seja, ainda acredito que se cada um de nós fizesse a sua parte, a situação social do Brasil poderia estar bem melhor. Mas, por mais contraditório que soe, acho que vai levar centenas de gerações pra que isso mude. Porque todos nós sabemos que quem tem o poder de fato não quer mudar nada nesse país. Exceto o rendimento de suas contas bancárias.
Perdi meu smartphone (e meu recorde de 35 anos sem nenhum assalto 🙂 ) mas ganhei ainda mais vontade para ir embora do país e fazer de tudo (ou quase tudo :p ) para me manter no Canadá o quanto eu puder. Porque por mais difíceis que as coisas sejam por lá (e tenho consciência que elas serão), ainda serão mais fáceis quando comparadas com a ameaça de levar um tiro por conta de um celular.
Graças a Deus (e ao processo de imigração canadense), tenho a opção de sair do Brasil. Mas me preocupo com meus familiares e amigos, que não tem essa opção. Agora, mais do que nunca, a insegurança se tornou um dos principais motivos para irmos embora o quanto antes.
Me perdoe pelo post longo e obrigado por ler até o final.
Abraços e melhor sorte pra todos nós.
Casão
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Good things come for those who…

Olá a todos (se é que alguém ainda lê isso depois de tanto tempo sem atualizar).

Continuo esperando a bendita carta pedindo os documentos. Pelo tempo que enviei, deve chegar agora no final deste mês. Mas, como os prazos nem sempre são iguais, o jeito mesmo é esperar.

O chato é que é muito difícil manter o sonho aceso. Quero dizer, os dias vão passando, o cotidiano vai tomando conta da gente e de repente você deixa de pesquisar sobre as cidades canadenses. Daí, pára de acessar os blogs de quem está no processo de imigração. Em seguida, não tem mais tempo de ler os jornais ou ouvir os podcasts de lá. E assim, vamos nos esquecendo do quanto queremos realizar o sonho. Embora isso não signifique desistir, é meio frustrante não conseguir mudar isso.

Mas, é o jeito. Pelo menos, está sendo assim pra gente. O pior é que depois dessa espera ainda tem outras (dos exames médicos e tal). Fazer o que, né?

Nesses momentos gosto de lembrar do premiado comercial da cerveja Guiness que diz que “good things come for those who wait”. Então, let’s wait.

Abraços a todos (se é que tem alguém aí. huahuahua :-),

Casão.

Só faltava um tiquinho assim pra ir pro Canadá.

Olá a todos.

Antes de mais nada, peço desculpas por ficar tanto tempo sem postar nada. O fato é que a espera pelo pedido dos documentos por parte do Consulado realmente minou minha vontade de pesquisar e escrever sobre o Canadá. Mas isso não vem ao caso agora.

Estou escrevendo para contar algo que aconteceu com a gente. Certo dia, estava na agência quando a Suzi me liga dizendo que tinha ido a uma petshop comprar ração para os gatos da mãe dela. De repente, ela foi feita refém por parte de um sujeito baixinho, embora alongado, com olhos pequenos, nariz e orelhas grandes. Fiquei meio sem saber o que dizer na hora. Ao que parece, ela se aproximou de umas grades onde estava esse indivíduo junto com outros. Sem querer, a Suzi olhou para ele e isso foi suficiente para que não parasse de encará-la. Em poucos segundos ela foi imobilizada sem que a mãe dela nem ninguém na loja pudesse fazer nada. E o mais impressionante é que esse sujeito fez isso só com os olhos e uma cauda que balançava sem parar.

Foi então que a Suzi me ligou querendo saber se podia comprar um filhote de Dachshund, também conhecido por Teckel-Basset ou popularmente chamado de Cofap, devido ‘aquele comercial antigo dos amortecedores dessa marca. Mas, aqui em casa, esse tiquinho de gente ficou sendo chamado assim mesmo: Tiquinho. Pelas fotos fica fácil ver que a Suzi não tinha a menor chance de escapar dele.

Isso vai dormir tanto no Canadá...

Ah não... leite de novo?!

Deixa eu dormir, vai.

Fucinho? Gentileza sua chamar assim.

Pelas fotos vocês podem ver que eu não estava mentindo na descrição do sujeito lá no início do texto. Então é isso. Agora temos um companheiro de viagem para o Canadá. Mesmo sabendo que ele só vai depois que estivermos devidamente estabelecidos, é bom saber que não estaremos sozinhos por lá, hehehe.

Por enquanto, continuamos esperando pelo pedidos de documentação do Consulado. Se não estou errado, a última vez que acompanhei os blogs de outros “colegas de Canadá”, a média de tempo estava entre 4 e 5 meses. Em junho, se não recebermos nada, vou entrar em contato com a Maria João para saber como estamos.

É isso. Abraço a todos e espero que não demoremos tanto para escrever novamente.

Casão e Suzi

Blog em coma

Bom, pessoal, tô aqui só pra deixar claro que o blog não morreu. Vamos dizer que está em coma, mas não morreu. Ficou parado por conta de umas coisas que estão acontecendo na minha vida, além da correria de final de ano e a estagnação do começo de ano. Além disso, pelo que já conversei com outras pessoas que têm esse sonho do Canadá, dizem que é comum ter esses períodos em que o dia-a-dia te afasta dos planos maiores.

Mas, se tudo correr bem, a gente deve estar dando entrada no processo nessa semana e aí vou procurar aparecer mais por aqui. Até lá, só resta esperar.

Abração a todos e boa semana.

Casão

Começou!

Finalmente criei coragem e arranjei um tempo pra montar esse blog, seguindo o conselho do meu ex-colega de arquitetura Daniel e agora colega nessa doideira de ir pro Canadá.

Eu e a Suzi, depois de muito pensarmos num nome para o blog, escolhemos Suando Frio por dois motivos.

O primeiro é o fato de que pra nós (e acho que para a maioria) o sentimento mais forte nessa aventura de Canadá é o medo. É aquele pavor em saber que todo o nosso universo de trabalho, estudos, língua, cultura, amigos e família não será mais o mesmo. Medo de o dinheiro acabar antes de achar emprego. Medo de não achar um lugar pra ficar. Enfim, medo de tudo.

O segundo fator é nossa consciência de que essa não vai ser uma viagem de férias, onde tudo vai ser lindo, maravilhoso. Pelo contrário, sabemos que vamos ralar mais do que todos esses anos de trabalho no Brasil. Porque vamos começar do zero, sem ninguém pra ajudar ou dar um empurrãozinho. Seremos só nós e Deus (bem, e os colegas blogueiros, é claro). Enfim, sabemos que no começo podemos ter até sorte, mas também vamos estar sujeitos a comer o pão que o diabo amassou e congelou.

Mas o blog também é pra deixar registradas todas as dificuldades que passamos e conquistas que tivemos. Pra que, daqui a muitos anos, possamos olhar na seção “posts antigos” e ver que valeu a pena. O blog também é pra trocarmos informações com outras pessoas que estão nesse mesmo processo. Não sei se o Suando Frio será tão útil como tantos por aí, mas vamos tentar. Nem que seja pra servir como uma ponte para os outros blogs já famosos por sua, digamos assim, utilidade comprovada.

Bom, é isso, nossa viagem para o Canadá começou.

Abração a todos.
Casão e Suzi

P.S.: desculpem pelo texto enorme. Mas, acho que é coisa de blogueiro de primeiro post. Ah e no próximo post vou falar sobre o IELTS que fiz há alguns dias.


Canadian life

Quem somos

Tiquinho

Casal cearense com um filho daschund rumo ao Canadá, em busca de mais segurança, qualidade de vida e esquilos pra perseguir. :D

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