Arquivo para dezembro \10\UTC 2008

Senhor, o final da fila é lá na frente.

Alô? lô, lô, lô… (é o som do eco com tanta gente que ainda tem por aqui, rs)

Bom, acabei de ler um post muito bom do Daniel lá do Cravo e Canela. Mas  também muito desanimador. O resumo da ópera é que, como diria o Chatão Bueno, a coisa tá feia pra seleção brasileira.

Como todo mundo sabe, quem deu entrada no processo a partir de 27 de fevereiro de 2008 está sujeito às novas regras. No meu caso, foi por pouco porque demos entrada no final de janeiro. Antes de ler o post do Daniel, eu tinha a seguinte hipótese.

A imigração agora ficou restrita àquelas 30 profissões. Os que deram entrada depois do dia 27/02 e não se enquadram terão seus processos (e dinheiro) devolvidos. Passado esse período de “desculpa aí, o sonho acabou, taqui o seu dinheiro”, eles teriam mais agilidade para trabalhar nos processos que restaram. Mas, depois de ler o post do Daniel, num tô mais tão esperançoso assim. O link da notícia lá diz que as novas regras vão priorizar os novos processos (cujos aplicantes, teoricamente são mais necessários ao Canadá). Em outras palavras, de uma forma ridiculamente simplória é como estar na fila do cinema há horas, com ingresso na mão e um funcionário chegar e dizer: quem acabou de chegar pode ir lá pra frente.

Entendo que o Canadá deva priorizar as profissões mais necessárias, mas acho que seria preciso um tempo de transição pra que as novas regras tivessem efeito. Quero dizer, não é justo furar a fila. Na verdade, é uma tremenda falta de respeito. No Brasil, o tempo médio do processo era, se não me engano, de 16 meses. O que já é tempo pra caramba. Agora, imagine em países em que a espera pode chegar a alguns anos… é muita sacanagem.

Eu já estava com uma baita falta de interesse, tanto que já se passaram os 4 meses para enviar a documentação e ainda não mandei (acho que isso deve ser algum tipo de recorde). Como escapei (pelo menos em tese) das novas regras, vou pelo menos enviar e esquecer que estou no processo. Esquecer de forma sensata, claro. Mas continuar tocando a vida, deixando de adiar os móveis do apartamento, por exemplo, e voltar a trabalhar com mais vontade, já que o Canadá agora parece ainda mais distante. Acho que é a única maneira de não se frustrar. Ou melhor, de não se frustrar mais ainda.

É isso. Até a próxima.

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Tiquinho

Casal cearense com um filho daschund rumo ao Canadá, em busca de mais segurança, qualidade de vida e esquilos pra perseguir. :D

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