IELTS “Escutado” e Escrito

Bom, como falei no post anterior, vamos ao restante do IELTS que foi na manhã do sábado (20/10). Pra não cometer o mesmo erro da prova oral, cheguei lá com uns 30 minutos de antecedência, cheio de lápis, canetas e borrachas. Isso mesmo, até borracha eu levei mais de uma. Sei lá, e se uma delas misteriosamente parasse de funcionar? 🙂

Depois de encontrar com os outros candidatos, fiquei sabendo que o número de minha identidade havia sido digitada errada (justo a minha?!). Aí, eu e outro candidato fomos chamados numa sala pela Laura (acho que é esse o nome dela), a mesma americana que fez a prova oral e acredito ser a coordenadora de IELTS na Cultura Inglesa aqui de Fortaleza. Ela nos explicou que em alguns países, a prova é caso de vida-ou-morte, o que gera fraudes e faz com que a comissão seja super rigorosa. Por um momento pensei que não poderia fazer a prova, mas ela disse que ia tomar as providências para que desse tudo certo. Mas é provável que atrase meus resultados (justo eu?!) :-0

Depois, fomos aos poucos sendo chamados para a sala. Acho improvável que alguém faça isso, mas se tem alguém que vai para uma prova dessas se confiando em sentar próximo a um amigo que fale muito bem o inglês, pode esquecer. Sua cadeira já tem seu nome colado nela. Tive sorte, fiquei na primeira fila, bem pertinho do som. Recebemos a ficha. Comecei a preencher de caneta e só depois vi que tinha bem grande lá em cima “ONLY PENCIL”. Pedi outra ficha e fiz direito, à lápis. Aqui fica uma dica que pode parecer estúpida ou banal, mas na tensão da prova até a ficha parece complicada. Então, quando forem treinar em casa, procurem se familiarizar com a folha de respostas, a tal da Answer Sheet (muitos livros oferecem láàá no final uma amostra dela). Porque a forma de preencher é bem diferente do que a gente está acostumado. Nada difícil, simplesmente isso, a gente não está acostumado com o estilo de preencher.

LISTENING
Mesmo tendo feito vários listenings em casa (com o que peguei na internet), achei essa parte difícil. Você precisa ficar atento. Tem gente que acha melhor fechar os olhos para se concentrar na audição, mas acho que o melhor mesmo é ir ouvindo e observando as questões tentando “pinçar” as palavras-chaves. Teve um momento que quase me perco e, por pouco deixava de preencher umas 3 questões. Mesmo assim, consegui preencher todas.

O importante aqui é ter, claro, muita atenção e ir preenchendo enquanto escuta. Quando estava treinando em casa, teve certas vezes que eu ouvia que a resposta estava em certo trecho, mas não conseguia entender exatamente a palavra. Aí, escrevia exatamente como ouvi e continuava respondendo as outras. Daí, no intervalo entre uma seção e outra, voltava e tentava entender pelo contexto que raio de palavra era aquela. Outra coisa que me ajudou foi sublinhar as palavras-chaves e sempre ficar de olho em mais de uma questão. Assim dá pelo menos pra saber quando você perdeu uma resposta e evita de perder a seguinte. Outra coisa, os 10 minutos que a gente tem para transferir as repostas parecem muito tempo né? Mas cuidado, pra mim foi “na risca”. Teve uma menina lá que deixou 2(!) em branco na folha de resposta. Porque assim que acaba o tempo, a examinadora “voa” na sua cadeira quase que gritando “Please, stop writting!!!”, seguido de um sincero “I´m sorry!”.

READING
Segundo ouvi de um candidato que fazia a prova pela terceira vez, o reading foi o mais difícil que ele já havia feito. Realmente, pra mim foi muito difícil. Quando estava estudando, fiz diversos readings e era a parte em que me sentia mais seguro. Até porque é a que você tem mais controle. Está tudo lá, na sua mão, é só procurar e interpretar as respostas. Mas na prova, pra valer, a coisa muda.

O tempo passa rápido e sem piedade. Tinha um texto lá sobre a história das bicicletas que ocupava duas páginas inteiras! A resposta da primeira questão eu só fui achar quando estava nas últimas questões porque ela ficava no último parágrafo. Havia também um texto sobre um albergue para estudantes que foi mais simples mas tinha umas cascas de banana.

O maior problema aqui é, novidade, o tempo. É tudo muito, muito rápido. Mesmo fazendo meus readings em casa com o cronômetro, na prova, parece que cada minuto só tem 40 segundos (rs). Então, concentração total e saia fazendo o skimming e o scanning do texto. São as “técnicas” que muitos livros falam, ou seja, tem que “passar a vista” atrás das respostas. Aqui, funciona também a estratégia de sublinhar as palavras chaves.

Não esqueça: aqui não tem 10 minutos pra passar as respostas para a answer sheet. Mas como você tem que preencher a lápis, o negócio é ir respondendo já nela. E quando terminar de preencher as questões, se tiver tempo, revise uma por uma suas respostas, começando pelas que teve mais dúvida. No meu caso, corrigi umas 3 ou 4 respostas.

WRITING
Pra compensar o reading, achei o writing mais fácil. A primeira questão, a carta, era sobre um amigo que gostaria de importar um produto do nosso país. Aí, tínhamos que sugerir que produto ele deveria importar e porquê. Como era uma carta informal, acho que a linguagem se aproxima mais da que a gente vê em séries e filmes (sem os palavrões, é claro, rs). Assim, fica mais fácil de escrever, porque você quase escreve como fala. Como tinha mais medo da segunda questão, fiz a carta por último.

A segunda questão era para falar sobre os problemas de saúde na vida moderna, e o que poderia ser feito para mudar o quadro. Pra mim foi ainda mais fácil porque é um tema que sempre me incomodou pois é bem o estilo de vida da minha área, publicidade. Só demorei um pouco pra fazer meu esquema, com o assunto de cada parágrafo. Em conseqüência disso, usei mais do que o tempo recomendado para a questão (40 minutos), gastando um pouco o tempo que tinha para escrever a carta. Não consegui contar todas as palavras, mas fiz uma média de quanto tinha em cada linha e multipliquei pelo número de linhas. Acho que tinha as 250 pedidas. No final, ainda sobraram uns minutinhos preciosos em que revisei o texto e também corrigi umas palavras.

A dica aqui é prática: pegue todos os livros e pdfs sobre IELTS que encontrar e saia fazendo as compositions. Sempre cronometrando seu tempo, é claro. Me ajudou também, apesar de ter levado mais tempo do que esperava, fazer o esquema de idéias, definindo mais ou menos o que iria falar na abertura, desenvolvimento e conclusão.
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Enfim, espero conseguir meus 7s para não ter que passar por essa prova novamente. Se fosse um trailler de filme de ação, diria que é eletrizante, com ação do começo ao fim. Você não tempo nem pra ficar em dúvida (rs). Tem que ir respondendo e pronto. Como disse no dia, chega a ser radical porque é adrenalina o tempo todo. Terminei a prova literalmente tonto, sem exagero (a última vez que me senti assim em uma prova foi na faculdade, na cadeira de filosofia). Mas, se tiver que fazer a prova novamente, acho que será mais fácil porque eu já sei o que me espera. Como dica final, sugiro esse post e os links do Daniel, do Cravo e Canela no Canadá. Pra mim, foi essencial (especialmente sobre os podcasts). Tem também esse link aqui com muito material pra estudar.

Bom, é isso. Mais um post miseravelmente longo (rs). Espero que me perdoem por isso e que ele seja útil. Agora com licença que vou praticar o que é mais comum, além do IELTS, a todos que estamos nesse processo de imigração: esperar.

Abraço.
Casão

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4 Responses to “IELTS “Escutado” e Escrito”


  1. 1 Mariana e Daniel novembro 4, 2007 às 8:35 pm

    Olá Casão,

    Parece que vc foi bem na prova, hein? Ficarei torcendo!!

    Ah, obrigada pela visita! 😉

    Abraços,
    Mariana

  2. 2 Raquel e Daniel novembro 5, 2007 às 4:27 pm

    Legal um amigo influenciar o outro, se for para melhor então…Como gostariamos de influenciar algum amigo tb,hehehe…

    Li que vc é amigo do Daniel, desde o começo do nosso processo descobrimos o blog dele e sempre estamos acompanhando a batalha dele estamos na torcida para que ele consiga o visto tb.

    Eu sou arquiteta, comecinho de carreira, apesar de estar formada ha 4 anos, mas esta tão dificil um lugar ao sol nessa profissão que o jeito é ter esperanças em um lugar ao gelo. Meu marido é da área de TI, e ha muito tempo com experiencia na área, mas infelismente é uma área pouco valorizada por aqui.

    Enfim…Juntamos nossas esperança para uma vida melhor na terra do gelo.

    Estamos indo a Fortaleza esse mês de novembro(moramos em Teresina), vamos rever a família e curtir uns 10 dias de férias.Adoraria fazer um encontro de blogueiros, ou encontrar alguem para trocarmos ideias nessa longa espera do visto, será que ainda da tempo de organizar?

    Boa sorte no processo de vcs.
    Estou aqui add o blog de vcs para não perder de vista

    Abraços

    Raquel & Daniel

  3. 3 Raffael do Prado dezembro 13, 2010 às 12:28 pm

    Olá. Sou de Santa Catarina, tenho aquele inglês “quase” fluente, mas que pro IELTS não serve. Suas dicas foram preciosas para mim. Farei a prova em junho de 2010 e começo um intensivão no começo de janeiro. Meus maiores problemas são o Listening e o Reading.

    Abraço

  4. 4 Casão dezembro 13, 2010 às 4:44 pm

    Oi Raffael!
    Fico feliz em saber que as dicas te ajudaram. Agora, quanto ao Listening não tem segredo. Tem que ouvir muita rádio ou podcast em inglês. Isso foi o que mais me ajudou. E pode ser enquanto você faz outra coisa ao mesmo tempo. Quero dizer, se vai correr, vai ouvindo esses programas só pra acostumar o ouvido. Quando menos esperar, você já vai estar diferenciando as pausas entre as palavras, as contrações e por aí vai.
    Com o reading também, o melhor é ler qualquer coisa: revista, jornais, sites, etc, em inglês. Eu lia uns livros e quando não sabia o significado de uma palavra, sublinhava pra depois olhar no dicionário.
    Funcionou pra mim e tenho certeza que vai funcionar pra você também.
    Boa sorte!!!


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