Falando em IELTS…

Já fazem alguns dias que fiz a prova, mas decidi escrever sobre ela mesmo com esse atraso. Porque lembro como foi importante no meu processo de preparação poder ler sobre o teste de outras pessoas. Vou falar nesse post sobre o speaking e em seguida faço outro sobre o resto da prova.

O fato é que, depois de alguns meses estudando, realmente posso dizer que dei início ao processo de imigração. Ainda não demos entrada nos papéis, mas finalmente fiz o tal do IELTS. Há muito tempo que não fazia prova nenhuma na minha vida (já se vão aí uns 7 anos desde minha formatura) e confesso que foi “punk”, muuuuito “punk”. Muito mais até do que eu esperava.

Na tarde do dia 19/10, consegui licença da agência onde trabalho para me preparar psicologicamente para o speaking. Nas horas que antecederam a prova, fiquei em casa falando sozinho sobre temas comuns, que poderiam cair na prova. Mas falei demais e acabei perdendo a hora. Resultado, saí feito um louco dirigindo pra chegar no local da prova às 18:45. Ô horário infeliz!!! Todas as ruas, claro, engarrafadas. Teve momentos em que eu dei meus R$ 400 e meus meses de preparação por perdidos. Mas consegui chegar lá 18:35.

Pensei que, por ser um teste britânico numa Cultura Inglesa (aqui em Fortaleza), o horário seria seguido à risca, mas graças a Deus ainda estamos no Brasil. Quando fui para a, digamos assim, ante-sala do teste encontrei o Daniel, que estava calmo pra caramba, enquanto que eu tava tremendo de nervoso. Tinha horas que eu sentia meu queixo querendo “bater o motor”. Daí, pouco depois ele foi chamado (o Daniel, não o meu queixo, rs). E alguns minutos depois fui eu.

Assim que me sentei, ela apertou o botão de um gravador ligado ao microfone que estava na minha frente e falou “This is the beginning of the Speaking test”, ou algo assim. Começou pedindo minha indentidade, depois perguntou meu “full name”. O nervosismo entupiu meus ouvidos e eu quase digo meu telefone pra ela. É que o full name soou FOLLNEIME.

Depois foi mais ou menos o que os livros e professores tinham dito, a primeira pergunta foi sobre o que eu fazia, meu trabalho e tal. Por sorte, essa foi uma das coisas que treinei em casa antes da prova. Mas, em casa, claro, falei bem melhor. Depois perguntou se eu acreditava que ainda iria continuar nessa área por muito tempo.

Outra hora me perguntou sobre qual o time esportivo que eu acreditava ser o mais querido do Brasil(?!). Eu não torço de verdade por time nenhum mas tenho “simpatia” por alguns times. O primeiro que me veio foi o Flamengo. Aí expliquei que era querido devido ao fato do time já ter tido jogadores famosos como Zico e Júnior. Em seguida, ela perguntou se eu achava saudável ter um time para torcer. Eu disse que sim, desde que respeitados os limites, que não concordava com esse pessoal que vai pro estádio achando que vai para um ringue.

Fomos então para a segunda parte, a que eu mais temia, quando recebemos um tema para desenvolver e falar de 1 a 2 minutos. Tive sorte. O tema era: clima. Tive sorte, comparado aos temas que ouvi de outras pessoas. Tinha que falar qual o meu clima preferido, porque era o que eu mais gostava, porque aquele clima me animava, ou algo assim. Mesmo só tendo visto neve no cinema e morando numa cidade com sol o ano inteiro, disse que meu favorito era o inverno. Inventei que já tinha visto neve em outros países e que achava fantástico porque mesmo com todo aquele frio, podíamos esquiar, fazer snowboarding. Aí falei também que a neve trazia um pouco de realização, como se fosse um sonho da infância quando via aqueles filmes e tal. Já deu pra sentir que me enrolei um pouco, mas acho que fui bem mesmo assim. Não sei se falei por 2 minutos, acho que foi menos, mas ela reagiu bem, riu e tudo mais.

A terceira parte do teste também foi sobre clima. Se eu achava se minha família iria reagir bem ao meu clima preferido; o que eu achava de situações climáticas extremas como furacões e alagamentos; e quão importante era ter uma casa preparada para o clima (pelo menos foi isso que deduzi); e, por fim, perguntou porque eu achava que nosso clima estava mudando tanto. Exceto a pergunta da casa, nas outras acho que fui bem. Daí ela falou “That’s the end of the speaking test” e parou a gravação. Já? Caramba! Ou foi muito rápido ou eu que não vi o tempo passar de tão nervoso, mas pareceu bem menos que os 14 ou 15 minutos previstos.

Tenho esperança de tirar meu 7, mas como é muito subjetivo, não dá pra arriscar. Estava consciente de que estava fazendo o teste mais para saber como estava meu inglês do que por me sentir pronto. Além disso, sabia que posso refazer o teste novamente em pouco tempo se não conseguir meus 7s. Mesmo assim, entrei na sala extremamente nervoso. Acho que era mais pelo que a prova representa para o processo do que pela prova em si. Não acredito que era a pessoa mais segura do mundo naquele momento. Na verdade acho que estava escrito “desespero” na minha testa. Por isso, não tive a postura segura que queria demonstrar, o que ficou claro na minha voz. Cometi também alguns erros de vocabulário, como “answering” no lugar de “responding”, e muito provavelmente de gramática também. Mas, acho que consigo meu 7.

Bom, de speaking é isso. Depois coloco um post sobre o resto da prova.

Abraços a todos!

Casão

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3 Responses to “Falando em IELTS…”


  1. 1 fafa julho 7, 2010 às 8:57 pm

    adorei mais queria as perguntas

  2. 2 Casão julho 9, 2010 às 2:10 pm

    Rafaela,

    que bom que você gostou, mas durante a prova mal dá tempo de responder às perguntas, quanto mais decorá-las. Mas conforme falei num dos posts sobre IELTS, os livros dão uma excelente noção de como são as perguntas. Nesse link aqui http://artefact.lib.ru/languages/eng_textbooks_ielts.shtml tem vários livros para você estudar.

    Qualquer dúvida, é só dizer.
    Abração e boa sorte aí.
    Casão


  1. 1 Resultado do IELTS « Suando Frio Trackback em novembro 8, 2007 às 5:11 am

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