Renascimento

Pelo tempo que não escrevo aqui, fica fácil adivinhar porque batizei esse post de Renascimento. O primeiro motivo é que o blog está renascendo (assim espero). Quando estava no Brasil, pela ansiedade em saber como eram as coisas aqui, eu meio que não aceitava porque as pessoas que possuem blog (de imigração) paravam de escrever (ou reduziam a frequência de posts) assim que se mudavam pro Canadá. Agora eu entendo perfeitamente.

O outro motivo do título desse post é porque, como alguém disse certa vez, imigrar é renascer. Você volta a ser criança. Não por gostar de brincar ou coisa assim. Mas sim por ter que aprender quase tudo de novo. Uma nova língua, uma nova cultura, arranjar um novo emprego, fazer novos amigos. Você chega aqui e não é ninguém. Porque ninguém te conhece nem sabe do teu passado (e até mesmo quando sabe desconfia). Sua experiência e suas “credenciais” não valem nada. Mas, nós sabíamos disso tudo antes mesmo de mudarmos. Por isso, e também graças ao apoio dos amigos que já estavam aqui, não está sendo tão difícil quanto eu imaginava (mas nem tão fácil quanto você imagina).

Bom, mas é isso. Vou ficando por aqui. Em breve pretendo escrever mais sobre a chegada, os primeiros dias, o curso de busca de emprego, entre outras coisas. E agora o blog deve ficar um pouco mais “pessoal”, já que este vai ser nosso canal para manter família e amigos informados, já que sou muito preguiçoso pra escrever um email pra cada um deles.😀

É isso. Abração e tudo de bom.

Só Não Vendo Mamãe

Vendeu os cachorros e assassinou a gramática.

Olá desgarrados leitores deste blog. Perdoem minha ausência, mas é o mal (bem) da chegada da viagem que não nos dá tempo para fazer mais quase nada.

Ainda bem que as coisas estão acontecendo. Na última sexta (28/01/11), fechamos contrato do aluguel com a imobiliária pela manhã e à tarde já veio um casal visitar nosso apto e, ao que tudo indica, vão ficar com ele sim. Além disso, ainda querem comprar os móveis do nosso quarto. Perfeito, não? Bom, nem tanto, porque queríamos muito que comprassem nosso fogão, que é de embutir, mas já disseram que não. Tudo bem, não se pode ter tudo. Quero dizer, vender tudo.

Também conseguimos vender um de nossos carros e apesar de não ter sido exatamente pelo valor que desejávamos, pelo menos foi para um casal parente de uma amiga de minha esposa. Pessoas totalmente do bem que pagaram tudo direitinho, sem enrolada nem dor de cabeça, que era o que eu mais temia nesse negócio chato que é vender carro. Com essa grana quitamos o outro que estava no leasing (um péssimo negócio, por sinal) e vamos vendê-lo até o final da semana que vem (espero).

E por falar em vender, o título desse post também é o nome do site que montei para vendermos nossas coisas:

http://sonaovendomamae.weebly.com

Passei um tempo pesquisando e até perguntei sobre isso (sites de bazar) em alguns dos grupos de imigração. Me indicaram o www.weebly.com e recomendo. Muito fácil e prático de usar. Agora, voltando ao nosso site-bazar, foi a melhor coisa que já fizemos. As pessoas olham os produtos, ficam sabendo dos detalhes (e defeitos) de cada objeto e se tiverem interesse, mandam um email e depois fazem uma transferência pra uma de nossas contas. Bem, ou quase isso, porque sempre tem aqueles que passam muito mais que dois dias (prazo que estipulamos para o pagamento) para pagar e ainda querem que a gente vá entregar o produto mesmo sabendo que no site explica que o (in)feliz comprador deve vir aqui em casa buscá-lo.

Mesmo assim, o site nos dá a tranquilidade de não viver situações como as que já vi relatadas em outros blogs de uma pessoa que vai à sua casa para olhar algo e chega com dez outros estranhos, inclusive crianças, que começam a entrar em seu apartamento e mexer nas coisas. Uma encheção de saco (e falta de educação) sem tamanho.

E o site tem funcionado que é uma beleza. Já conseguimos vender praticamente todas as coisas grandes como móveis e eletrodomésticos. Exceto pelo fogão, que é de embutir. Fora isso, o que sobra é coisa pequena que se não vendermos, vamos doar ou, no caso de várias coisas inox, vamos levar mesmo.

Pois é isso. Se você também está quase na fase de vender as coisas pra ir embora, monte um site que vale a pena. Dá um trabalhão (é um saco fotografar, pesquisar preço de tudo e descrever cada objeto), mas compensa. E se você mora em Fortaleza e não está no processo de imigração para o Canadá… o que você tá fazendo aqui?!! Brincadeirinha. Isso não me importa. Desde que você acesse o site e faça umas comprinhas.😉

Abração,

Casão

30 dias

Este é com certeza o post mais curto que já fiz. E combina perfeitamente com o tempo, que também está cada vez mais curto.

Mas vim aqui pra dizer que só faltam 30 dias e como ainda temos muita coisa por fazer, o blog está ficando meio esquecido. Mas assim que puder, vou dar uma atualizada legal.

Tenha fé.

Abração,

Casão

O Terceiro Volume da Air Canada

Acho que todo candidato à imigrante canadense já ouviu falar que a Air Canada libera um terceiro volume caso você comprove que está imigrando. E desde que recebemos o visto, sempre pensamos que íamos levar o mínimo de coisas possível por dois motivos. Primeiro porque se estamos levando pouca coisa significa que conseguimos vender tudo ou quase tudo que queríamos. E segundo porque quanto menos coisas, mais facilidade no embarque, desembarque, táxi, etc.

No entanto, depois de lermos em alguns blogs e conversando com amigos que estão lá, ficamos sabendo que algumas coisas poderiam valer a pena serem levadas. Como, por exemplo, panelas. Isso mesmo, panelas. Segundo dizem, as panelas lá no Canadá não são de muita qualidade. Também acho difícil acreditar nisso, quero dizer, eu sei que deve ter panelas tão boas ou melhores que as nossas, mas dizem que é muito caro. E as de menor preço são muito ruins. Assim, se vamos levar pouca coisa e temos um terceiro volume, porque não levar algumas das panelas e outras coisas de casa que já temos? Até porque não precisaríamos gastar com isso ao chegar lá.

No entanto, para nossa surpresa, quando a Suzi foi ver os detalhes com a Air Canada tivemos uma péssima surpresa. Eles pedem que você mostre o visto de imigrante (ok, checked √). E que você tenha bilhete só de ida (FFFFFUUUUU…). Pois é, como disse no post anterior, compramos nossas passagens de ida e de volta porque o preço ficava menor (vai entender) e graças a isso não teremos direito a terceiro volume coisa nenhuma. Não sei o que teria valido mais a pena: pagar mais caro nas passagens comprando só de ida e ter direito ao volume extra. Ou economizar comprando ida e volta e ter que pagar o excesso pelo volume extra. Independente disso, o fato é que agora tá sem jeito.

Por isso, estou começando a fazer como o Der Doppelgänger da Saga Canadense e vou pesquisar se vale a pena despachar por carga algumas das coisas que queremos levar. Mas desconfio que vai sair muito mais caro que pagar o excesso de um terceiro volume, já que são poucas coisas. Vamos ver.

Mas fica a dica pra quem está prestes a comprar suas passagens: se quiser ter direito ao terceiro volume, sua passagem não pode ser ida-e-volta.

Imigrando e aprendendo.

Uma data e um lugar

Dia 18 de fevereiro de 2011. Pronto, está consumado. Se será um dia bom ou não pra viajar, o fato é que já compramos as passagens para essa data.

Como a Suzi trabalha em companhia aérea há muito tempo, estávamos muito mal (ou bem) acostumados a pagar sempre uma merreca ridícula em passagens (muitas vezes só pagávamos as taxas de embarque). Mas dessa vez, não teve jeito. Tivemos que coçar os bolsos mesmo. Primeiro porque a companhia em que ela trabalha só tem voos domésticos e segundo porque com bilhete de funcionário, se o avião lotar, nós temos que descer pra ceder lugar a quem pagou bilhete normal. E assim se foram R$ 5.400,00 (sem contar ainda a parte do tiquinho) parcelados em 3 vezes, que é pra pancada doer menos, e em dois cartões. E o engraçado é que mesmo sendo uma viagem de mudança, tivemos que comprar passagens de ida e de volta porque se comprássemos só de ida, ia ficar mais caro. Vai entender.

Aliás, aqui cabe uma lembrancinha do que esqueci de fazer. Quando perguntar pra sua agência de viagens quanto custam as passagens, pergunte enfaticamente se todas as taxas já estão inclusas. Porque esqueci de perguntar e quando fui pagar tomei um susto porque o total ficou acima dos “quatro mil e tanto” que o rapaz da agência havia me dito. Se ele realmente esqueceu ou se ele “esqueceu” de me falar sobre as taxas, eu não sei. No dia fiquei p… mas, como queríamos comprar o mais rápido possível e como a diferença de valor não era tão grande, deixei pra lá. Mas fica a dica pra você também não se assustar.

Todos nós sabemos (exceto o Tiquinho) que vai ser uma looonga viagem. O trajeto será:  Fortaleza – São Paulo (é um saco ter que descer pro Sudeste pra depois subir de novo, mas fazer o quê, né?) –  Toronto – Vancouver, onde devemos chegar às 10 da manhã do dia 19. Somando todos os voos, o tempo total deve dar mais de 20 horas no ar.

Coitado do Tiquinho que vai estar esse tempo todinho no porão. Juro a você que se as companhias aéreas já tivessem uma forma de levar animal de estimação dentro do avião, eu estava disposto a pagar por isso. Porque me dá pena só de pensar no que ele vai passar. Eu sei que algumas até transportam, mas pelo tamanho que elas permitem só dá pra levar filhotes ou alguns da raça Yorkshire. Mas, será a única vez que ele vai passar por isso (assim eu espero).

Além das passagens, já conseguimos um lugar temporário pra ficar por 10 dias, enquanto procuramos outro para alugar a longo prazo. A Suzi achou um lugar muito legal, com preço razoável e o melhor: a apenas 4 quarteirões de um casal amigo nosso que já está lá há mais de um ano. Nossos amigos inclusive fizeram a gentileza de ceder um cheque “calção” à proprietária pra garantir a reserva (mais uma vez, brigadão, Gabriel e Clarice!). Por incrível que pareça, o lugar não é pet-friendly, mas como perguntar não ofende, perguntamos e a proprietária além de aceitar o Tiquinho ainda foi gentil em não cobrar nenhuma taxa extra. Sorte né? E olha que ela nem sequer viu a cara de coitado que ele sabe fazer.

Bom, por enquanto é só. Ainda tem muita coisa pra resolver, mas o ritmo deve melhorar quando ficarmos desempregados🙂 , o que deve acontecer próximo dia 15.

Abração e boa semana a todos.

Casão

Fim do meu recorde de 35 anos

Antes de mais nada, devo avisar: esse é um post longo, muito longo. Continue lendo por sua conta e risco.🙂
Depois de 35 anos no Brasil, na terça-feira da semana passada, dia 5 de outubro de 2010, fui assaltado pela primeira vez. Como dizem todos que já foram vítimas, foi tudo muito rápido. Eu estava distraído num sinal, com os vidros do carro abertos e o indivíduo chegou e ameaçou me dar um tiro, com a mão por baixo da camisa. Se ele estava ou não realmente armado, só a ameaça psicológica de ter minha vida em risco, foi o suficiente para me sentir acuado e, em seguida, roubado. Graças a Deus, não houve nada demais. Tô vivo, sem meu smartphone, mas tô vivo. E isso é o que importa.
Até agora (uma semana depois), ainda fico pensando em tudo que aconteceu. Ficam vindo dezenas de ideias idiotas de como eu poderia ter reagido ou o que poderia ter feito pra evitar o ocorrido. Também fico repensando se ele realmente estava armado e me sinto um idiota. Fico também me sentindo culpado por não estar, como sempre faço, com os vidros fechados. Vejam só, fico me culpando por algo que simplesmente deveria ser meu direito: ter a liberdade de escolher entre dirigir com os vidros abertos ou não. Mas sei que essa reclamação soa como idiotice, já que estamos no Brasil.
Mesmo com tudo que senti – revolta, raiva, sensação de impotência, frustração, culpa e tristeza – não sou do tipo que deseja pegar o assaltante pra dar uma surra e “matar” (aqui colocado como exagero, lógico). Mas depois que senti na pele a experiência de ser assaltado, consigo entender melhor porque algumas vítimas reagem assim e confesso que realmente tive vontade de dar uma surra ou pelo menos uns murros caso encontra-se o infeliz. No entanto, sei que existe uma série de fatores sociais que contribuíram para que ele fizesse o que fez. Além, é claro, do mau caráter do indivíduo.
Infelizmente, também não consigo (ainda) me engajar em nenhum programa social pra tentar mudar essa situação, ficando meramente nas doações e contribuições a entidades beneficentes. E por mais utópico que seja, ainda acredito que se cada um de nós fizesse a sua parte, a situação social do Brasil poderia estar bem melhor. Mas, por mais contraditório que soe, acho que vai levar centenas de gerações pra que isso mude. Porque todos nós sabemos que quem tem o poder de fato não quer mudar nada nesse país. Exceto o rendimento de suas contas bancárias.
Perdi meu smartphone (e meu recorde de 35 anos sem nenhum assalto🙂 ) mas ganhei ainda mais vontade para ir embora do país e fazer de tudo (ou quase tudo :p ) para me manter no Canadá o quanto eu puder. Porque por mais difíceis que as coisas sejam por lá (e tenho consciência que elas serão), ainda serão mais fáceis quando comparadas com a ameaça de levar um tiro por conta de um celular.
Graças a Deus (e ao processo de imigração canadense), tenho a opção de sair do Brasil. Mas me preocupo com meus familiares e amigos, que não tem essa opção. Agora, mais do que nunca, a insegurança se tornou um dos principais motivos para irmos embora o quanto antes.
Me perdoe pelo post longo e obrigado por ler até o final.
Abraços e melhor sorte pra todos nós.
Casão

Muito por fazer

Falta pouco pra gente viajar (mais ou menos uns 4 meses). Mas o que tá faltando mesmo é uma porrada de coisa pra fazer. Bom, mas antes que adie mais uma vez a publicação desse post, deixa eu dar um update rápido do que temos feito:
• Estamos tendo aulas de conversação em inglês com um professor americano que é excelente. Está sendo bom pra ver como meu inglês está enferrujado. Pena que ele só tenha um dia livre (sábado), mas pelo menos são duas horas seguidas.
• Começamos a procurar no Craiglist lugar pra ficar. Vimos algumas opções interessantes, mas não aprofundamos a busca ainda. O mais difícil é achar um lugar bem localizado, com um preço razoável e pet-friendly. Esse último quesito é o lasca. Se alguém tiver sugestões de sites (além do Craig e do rentbc), inclusive de temporary stay, serão muito bem aceitas.
• Comecamos a montar um blog/bazar pra vender as coisas, mas é tanta coisa que não deu tempo de terminar de fotografar tudo nem de ver o preço de cada item. Ô trabalheira… nan!
• Começamos o processo de colocar o apartamento em nosso nome pra depois alugar. E só porque temos pressa, sempre falta algum documento ou procedimento a ser feito. Pense numa burocracia cara!
Mesmo com tanta coisa por fazer, fico feliz porque um casal que conhecemos num encontro de imigrantes aqui em Fortaleza, o Dilson e a Liana, já estão lá, além de um outro casal de amigos nossos. E ontem fiquei sabendo que o Der Doppelgänger recebeu o visto e que inclusive vai antes de nós (só vamos em fevereiro). Sem falar no César, Valéria e filhas do BC 2010. Então, é bom saber que teremos mais colegas de imigração lá com a gente pra pelo menos diminuir as dificuldades iniciais.
Bom, é isso. Assim que tiver mais novidades, posto aqui.
Abração,
Casão

Canadian life

Quem somos

Tiquinho

Casal cearense com um filho daschund rumo ao Canadá, em busca de mais segurança, qualidade de vida e esquilos pra perseguir. :D

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